As novas tarifas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, entram em vigor nesta quarta-feira (2/4). Chamado por ele de “Dia da Libertação”, o pacote visa equilibrar a balança comercial e proteger a indústria norte-americana. As informações são do Metrópoles.
As tarifas afetam setores como automóveis, aço, alumínio e produtos farmacêuticos. Sem detalhes oficiais das alíquotas, Trump adiantou que países como Brasil, União Europeia, Canadá, México, China e Coreia do Sul serão impactados. A medida gerou preocupação nos mercados financeiros e entre líderes globais.
Principais tarifas
- 25% sobre automóveis importados;
- 20% a mais nas tarifas sobre produtos chineses;
- Tarifas adicionais sobre produtos farmacêuticos (alíquota indefinida);
- 25% sobre aço e alumínio (em vigor desde 12 de março);
- Impostos sobre produtos do Canadá e México fora do USMCA (acordo comercial da América do Norte).
Reação do Brasil
O Brasil expressou preocupação, especialmente nos setores de aço e alumínio, que já enfrentavam tarifas. O governo pretende recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e avalia impor tarifas sobre produtos norte-americanos.
O Ministério da Economia aguarda os detalhes oficiais antes de definir a resposta. “Temos o dever de proteger a economia brasileira e manter o diálogo com os EUA”, disse um porta-voz.
No Congresso, senadores e deputados discutem endurecer a política comercial contra os EUA. O Senado aprovou o Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, permitindo retaliações a barreiras comerciais impostas por outros países. O texto seguirá para análise na Câmara com urgência.
A proposta dá à Câmara de Comércio Exterior (Camex) a responsabilidade de avaliar respostas a medidas prejudiciais. Entre as possíveis retaliações estão:
- Taxas extras sobre bens e serviços de países que impuserem barreiras ao Brasil;
- Suspensão de concessão de patentes ou remessa de royalties;
- Revisão de obrigações do Brasil em acordos comerciais internacionais.
O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), autor da proposta, disse que a medida protege a economia. “Não podemos aceitar passivamente essas barreiras. O Brasil precisa agir”, afirmou.
Além disso, diplomatas brasileiros foram enviados a Washington para negociar alternativas e buscar isenções para alguns setores. O governo também estuda ampliar acordos comerciais para reduzir a dependência das exportações para os EUA.
O cenário segue em monitoramento, e novos desdobramentos são esperados.



