A Polícia Civil de Roraima abriu, nesta quinta-feira (27), uma investigação para apurar as circunstâncias da morte da defensora pública Geana Aline de Souza, de 39 anos. De acordo com a família, o óbito foi causado por uma infecção generalizada decorrente de um procedimento malsucedido para a inserção de um Dispositivo Intrauterino (DIU).
A investigação será conduzida pelo 1º Distrito Policial e novos detalhes serão divulgados após a conclusão do inquérito. A família de Geana registrou boletim de ocorrência relatando o caso.
Procedimento e Complicações
Geana realizou o procedimento no dia 18 de março com a médica Mayra Suzanne Garcia Valladão. No entanto, segundo informações preliminares, o DIU não chegou a ser inserido, embora o motivo não tenha sido esclarecido. Após deixar o consultório, a defensora começou a apresentar febre e dores.
No dia 25 de março, já com o estado de saúde agravado, foi internada no hospital Ville Roy. A unidade de saúde informou que a paciente chegou ao pronto-socorro às 15h25, apresentando “gravíssimo estado de saúde”, em choque séptico, com quadro de “abdômen agudo perfurativo de foco ginecológico”. Ela foi submetida à cirurgia de emergência e internada na UTI, mas seu quadro continuou a se deteriorar, levando ao óbito às 22h50 do mesmo dia.
A família relatou que Geana desenvolveu uma infecção grave no colo do útero, que se espalhou pelo organismo, resultando em falência de órgãos, incluindo os rins e o fígado.
Esposo Pede Responsabilização da Médica
O esposo de Geana, o empresário Cláudio Rodrigues, de 40 anos, afirmou que está tomando todas as providências necessárias para que a profissional responsável pelo procedimento seja responsabilizada.
Posicionamento da Médica e Apurações
Em nota, a médica Mayra Suzanne Garcia Valladão afirmou que a morte da paciente foi uma “fatalidade” e negou qualquer relação entre o óbito e o atendimento médico prestado. Segundo ela, toda a assistência necessária foi oferecida, o que será demonstrado no momento oportuno.
O Ministério Público de Roraima (MPRR) também está acompanhando o caso e apurando as circunstâncias da morte. Além disso, o Conselho Regional de Medicina de Roraima (CRM-RR) informou que instaurou uma sindicância para analisar possíveis irregularidades no atendimento.
O caso continua sob investigação, e a família aguarda esclarecimentos sobre a morte da defensora pública.



