Uma recepcionista de 26 anos passou por complicações graves devido a um diagnóstico tardio de apendicite em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Após procurar atendimento em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) mais de cinco vezes, a paciente foi submetida a uma cirurgia de emergência após o rompimento do apêndice.
Segundo relatos publicados pelo portal TopMídia, as primeiras manifestações ocorreram na quarta-feira de cinzas, quando a paciente buscou atendimento na UPA das Moreninhas, queixando-se de dores abdominais intensas. Sem a realização de exames aprofundados, foi medicada e liberada. Com a piora dos sintomas e episódios de desmaio, procurou outras unidades de saúde, incluindo a UPA do Universitário, onde recebeu diagnósticos de virose e foi novamente liberada sem exames conclusivos.
Após dez dias de dores persistentes, a paciente realizou um exame de ultrassom particular, que identificou o rompimento do apêndice. Encaminhada ao Hospital Regional, passou por cirurgia de emergência e permanece internada, sem previsão de alta, recebendo tratamento com antibióticos intravenosos e sob observação para possíveis procedimentos adicionais.
A Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) foi informada sobre o caso e está apurando os procedimentos adotados nas unidades mencionadas. A situação levanta questões sobre a qualidade do atendimento nas UPAs de Campo Grande e a necessidade de protocolos mais eficazes para diagnósticos precisos e rápidos.



