O governo do Estado informou que, com o encerramento das investigações internas, o relatório da corregedoria sobre o atendimento prestado à jornalista Vanessa Ricarte passou a integrar o processo contra o réu, que tramita em segredo de Justiça. Por essa razão, o documento e suas conclusões não foram divulgados integralmente.
A única informação tornada pública aponta uma possível falha de comunicação entre o setor psicossocial da Casa da Mulher Brasileira e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Segundo o governo, quando procurou a delegacia, Vanessa foi atendida pelo setor psicossocial, onde preencheu um formulário indicando os riscos que corria. No documento, relatou ter sido mantida em cárcere privado por vários dias. No entanto, essa informação não chegou a tempo às mãos da delegada responsável pelo atendimento.
Após registrar o boletim de ocorrência, Vanessa foi orientada a avisar o ex-noivo, Caio Nascimento, por mensagem, de que ele não poderia mais permanecer em sua residência devido a uma medida protetiva expedida pela Justiça. Sem acompanhamento policial, a jornalista retornou para casa com um amigo e, ao chegar, foi assassinada a facadas.
De acordo com o governo, a falha de comunicação pode ter ocorrido porque o formulário preenchido pela vítima ainda é feito manualmente, sem um sistema informatizado. Com isso, já estão sendo estudadas alternativas para evitar que casos semelhantes aconteçam no futuro.
Relembre o Caso
Vanessa Ricarte foi morta a facadas na noite de 12 de fevereiro, dentro de sua residência, em Campo Grande. Horas antes, havia fugido de um cárcere privado e procurado a Deam para denunciar o ex-noivo. Caio Nascimento foi preso em flagrante pela Brigada Militar.



