O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu, nesta quarta-feira, um novo reajuste na taxa básica de juros (Selic), elevando-a de 13,25% para 14,25% ao ano. A decisão, tomada de maneira unânime, segue a estratégia do Banco Central para controle da inflação, delineada desde dezembro e reafirmada na reunião de janeiro.
Com esse acréscimo, a taxa de juros atinge um nível semelhante ao registrado em 2016, sendo o maior valor nominal da Selic desde outubro daquele ano.
Essa alta marca o quinto reajuste consecutivo, sendo o terceiro seguido de um ponto percentual. O mercado já esperava essa decisão, com previsões alinhadas entre as 44 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast e os participantes do relatório Focus, do Banco Central. Além disso, a precificação da curva de juros indicava essa elevação ao final do dia.
Desde setembro, a Selic já acumulou um aumento de 3,75 pontos percentuais, configurando o segundo maior ciclo de elevação dos últimos 20 anos. Esse patamar empata com os ciclos encerrados em março de 2005 e abril de 2014, sendo superado apenas pelo reajuste de 11,75 pontos entre março de 2021 e agosto de 2022.
Brasil Perde Posição no Ranking Global de Juros Reais
Apesar da elevação da Selic, o Brasil caiu da segunda para a quarta posição no ranking global de juros reais – taxa de juros descontada a inflação –, conforme levantamento do site MoneYou. Atualmente, os juros reais brasileiros estão em 8,79%, ficando atrás da Turquia (11,90%), Argentina (9,35%) e Rússia (8,91%), mas ainda à frente da Indonésia (6,48%).
O Banco Central estima que a taxa de juros real neutra do país, aquela que não impulsiona nem desacelera a economia, é de aproximadamente 5,0%.



