A ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha assumiu, nesta quarta-feira (12), a presidência do Superior Tribunal Militar (STM). A posse foi marcada por um discurso com tom político. Ela falou sobre compromisso com a transparência, o reconhecimento identitário e a defesa do Estado Democrático de Direito. Também reforçou seu posicionamento feminista, declarando: “Sou feminista e me orgulho de ser mulher.”
Maria Elizabeth foi eleita para o biênio 2025-2027, após uma votação apertada em dezembro de 2024, com 8 votos contra 7. A ministra, que ocupa uma das vagas civis no tribunal, será responsável por conduzir a Corte Militar durante o período, após uma passagem anterior como vice-presidente entre 2014 e 2015.
Durante a cerimônia de posse, que contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e de outras autoridades do Judiciário e do Congresso Nacional, Maria Elizabeth também agradeceu ao presidente Lula pela sua indicação ao STM em 2007 e expressou seu reconhecimento à ex-advogada da Gleisi Hoffmann (PT), Verônica Abdalla, que recentemente assumiu uma vaga na Corte.
Desafios e Contexto Político
A nova presidente do STM assume o cargo em um momento delicado, com investigações sobre uma suposta tentativa de golpe por parte de militares após as eleições de 2022. Segundo Maria Elizabeth, a relação entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e as Forças Armadas prejudicou a credibilidade das Forças, especialmente da Marinha, Exército e Aeronáutica.
Corte e Próximos Passos
O STM, composto por 15 ministros, terá sob a liderança de Maria Elizabeth uma série de desafios, incluindo a manutenção da integridade da instituição em um momento de tensão política e institucional. Durante a cerimônia, a ministra falou em compromisso com a Corte e com a justiça militar, enquanto se prepara para os desafios do biênio 2025-2027.



