O governo Lula (PT) planeja expandir os contratos de publicidade no ano de 2025, com uma previsão de até R$ 3,5 bilhões em contratos, incluindo licitações em andamento para selecionar agências de propaganda para diversos ministérios, bancos e estatais. A medida ocorre enquanto o governo enfrenta uma situação fiscal difícil e busca reverter a queda de popularidade observada nos últimos meses.
Em janeiro, o presidente Lula promoveu uma mudança na liderança da Secretaria de Comunicação Social (Secom), após críticas públicas ao desempenho da pasta. O governo tem como objetivo aumentar a visibilidade de programas importantes, como o “Pé-de-Meia”, do Ministério da Educação, e o “Mais Acesso a Especialistas”, do Ministério da Saúde, buscando consolidar essas iniciativas como marcas do terceiro mandato.
Expansão de Publicidade e Argumentos do Governo
Os órgãos públicos ligados ao governo federal justificam o aumento dos investimentos publicitários como uma forma de melhorar a comunicação das políticas públicas e ampliar a transparência das ações governamentais. Segundo o governo, isso é necessário para garantir que a população esteja bem-informada sobre as ações dos ministérios e estatais.
Entretanto, essa ampliação de gastos publicitários acontece em um contexto econômico desafiador, com o país enfrentando altos níveis de endividamento. A expansão ocorre enquanto o governo também se dedica a responder a críticas relacionadas ao uso de recursos públicos em publicidade, especialmente considerando os desafios fiscais.
Correios e Outras Estatais na Mira de Licitações
Dentre as licitações abertas, destaca-se o contrato de R$ 380 milhões dos Correios, estatal que não investia em publicidade desde 2019. A empresa justifica o investimento como necessário para reposicionar sua marca e competir no mercado nacional de encomendas e logística, em um setor com forte presença de grandes empresas privadas. Outros contratos significativos estão em andamento, incluindo os de bancos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.



