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Morre homem com sangue raro que salvou mais de 2 milhões de bebês

James Harrison Foto: YouTube Euronews

James Harrison, conhecido como o “homem do sangue dourado”, faleceu aos 88 anos em uma casa de repouso em Nova Gales do Sul, Austrália, no dia 17 de fevereiro. Harrison foi amplamente reconhecido por suas doações de sangue, que beneficiaram mais de 2 milhões de recém-nascidos em todo o mundo, graças à presença de um anticorpo raro em seu sangue.

O tipo sanguíneo de Harrison era Rh nulo, considerado extremamente raro, e ele possuía o anticorpo anti-D, essencial no tratamento da eritroblastose fetal, uma condição que pode levar a sérias complicações em bebês. Após passar por uma cirurgia aos 14 anos e receber várias transfusões de sangue, ele decidiu se tornar um doador regular, começando essa jornada em 1954. Ao longo de sua vida, Harrison estabeleceu um recorde mundial, com mais de 1.100 doações de sangue.

Durante sua longa trajetória como doador, Harrison se tornou um símbolo de altruísmo e compaixão. “Ele tinha muito orgulho de ter salvado tantas vidas, sem nenhum custo ou dor. Ele ficava feliz em saber das muitas famílias como a nossa, que existem por causa da bondade dele”, disse sua filha, Tracey Mellowship, em homenagem ao legado de seu pai.

As doações de Harrison tiveram um impacto significativo na medicina e na vida de muitas famílias. O uso do anticorpo anti-D ajudou a prevenir doenças hemolíticas em recém-nascidos, salvando inúmeras vidas e evitando complicações severas. Sua dedicação ao ato de doar sangue serviu como um exemplo inspirador para outras pessoas.

James Harrison será lembrado não apenas por seu sangue raro, mas também por sua generosidade e pelo legado de vida que deixou. Sua história ressalta a importância da doação de sangue e como um ato simples pode ter um impacto duradouro na saúde e bem-estar de muitos.