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Suspeito espancado no bairro Santa Luzia armazenava vídeos das vítimas no celular

Um homem de 22 anos foi preso nesta quarta-feira (19) no bairro Santa Luzia, em Campo Grande, acusado de abusar sexualmente de menores e armazenar vídeos dos crimes em seu celular. A prisão ocorreu após o pai de uma das vítimas, um homem de 40 anos, confrontar e agredir o suspeito em uma praça do bairro, ao descobrir os abusos sofridos por sua filha.

Segundo relatos, o pai da menor se passou pela filha para marcar um encontro com o agressor, que abordava a menina na escola e havia criado um vínculo com ela. Após ter um pedido de sexo negado pela vítima, o suspeito a ameaçou, afirmando que ela teria os pais mortos caso não cedesse. O estupro da adolescente ocorreu em dezembro de 2024, dentro da própria casa da vítima.

“Estava tentando marcar um encontro com ele. Quando cheguei no local, ele correu e sacou um simulacro”, relatou o pai, ainda abalado. Mesmo sem saber que a arma era falsa, o homem conseguiu desarmar o suspeito e o espancou. “Quebrei costela, quebrei os braços dele, mas queria matar”, confessou ao TopMídiaNews.

Durante o confronto, o agressor teria admitido o crime, mas tentou justificar-se alegando que a menina mentiu sobre sua idade. No entanto, a gravidade dos atos foi confirmada quando o pai encontrou, no celular do suspeito, vídeos que registravam os abusos – não apenas contra sua filha, mas também envolvendo outras meninas. “Ele tinha armazenado vídeos de outras vítimas”, destacou o pai.

A família da adolescente procurou a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) para registrar a denúncia. O suspeito foi detido pelo Batalhão de Choque e agora responde por estupro e posse de material de abuso infantil. Enquanto isso, o pai da vítima lamenta a ironia de ser ele quem pode enfrentar um processo por lesão corporal dolosa devido à agressão ao criminoso. “Diante de tantos crimes dele, sou eu que vou responder por isso”, desabafou.

As investigações seguem em andamento para identificar outras possíveis vítimas e apurar a extensão dos crimes cometidos pelo jovem.