Campo Grande sedia o Seminário Internacional da Rota Bioceânica e o 6º Foro de los Gobiernos Subnacionales del Corredor Bioceánico, reunindo autoridades do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile para debater a concretização do corredor rodoviário que ligará Mato Grosso do Sul aos portos do Pacífico. O evento, que acontece no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, segue até quinta-feira (20) e foca na viabilização da infraestrutura necessária para a integração comercial e logística entre os países.
Um dos principais desafios destacados no encontro é a construção da ponte binacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), obra que já ultrapassou 65% de conclusão e tem entrega prevista para o primeiro trimestre de 2026, segundo o Ministério das Obras Públicas e Comunicações do Paraguai. No Brasil, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ressaltou a importância da pavimentação dos acessos à ponte, da construção do contorno rodoviário de Porto Murtinho e da instalação do centro aduaneiro para garantir o funcionamento eficiente da rota.
Além das obras estruturais, o evento também aborda desafios como a desburocratização alfandegária e a integração digital entre os países. O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, defendeu a simplificação dos processos aduaneiros para tornar o corredor competitivo no comércio internacional. Com uma extensão total de 3.320 km, a Rota Bioceânica conectará o Oceano Atlântico ao Pacífico, passando por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, e é vista como um projeto estratégico para impulsionar a economia e fortalecer as relações comerciais na América do Sul.



