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Ressaca e Treino: Como a Academia Pode Impactar Seu Corpo Após a Bebedeira

Com a agenda repleta de confraternizações e festas de fim de ano, é comum que a rotina de treinos seja deixada de lado. Mas, depois de uma noite de bebedeira, será que vale a pena ir para a academia ainda com os sintomas de ressaca? A resposta para essa dúvida depende de alguns fatores, como a intensidade dos exercícios e o estado físico da pessoa.

Segundo o médico do esporte Fernando Hess Câmara Melo, professor da Universidade Santo Amaro (Unisa), a decisão de se exercitar ou descansar após consumir álcool depende da quantidade ingerida e de como o corpo está reagindo à ressaca. Para quem está com o organismo mais comprometido, o ideal é evitar exercícios de alta intensidade.

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Os riscos do treino após o álcool

A ingestão de grandes quantidades de álcool pode prejudicar seriamente a saúde antes e durante a prática de atividades físicas. O consumo excessivo de álcool pode alterar o pH do corpo, aumentar o metabolismo do fígado, sobrecarregar os rins e até afetar o sistema nervoso, dificultando o controle motor e os reflexos. Estar desidratado e com a lentificação dos reflexos pode tornar a ida para a academia mais prejudicial do que benéfica.

O nutricionista Bernardo Romão de Lima, da Universidade de Brasília (UnB), acrescenta que o álcool afeta o sistema digestivo e deprime o sistema nervoso, dificultando o descanso reparador necessário após a ingestão excessiva de bebida.

Qual é o melhor tipo de exercício?

Se a vontade de treinar for maior que o desconforto, o mais recomendado é focar em exercícios aeróbicos de baixa intensidade. A corrida leve, por exemplo, pode ajudar a acelerar a metabolização do álcool, amenizando os sintomas da ressaca. Contudo, atividades de alta intensidade, como a musculação ou treinos pesados, não são indicadas nesse momento, pois sobrecarregam o fígado e podem agravar o quadro de cansaço.

O médico Fernando Melo alerta que o excesso de esforço físico, seja no treino aeróbico ou resistido, pode sobrecarregar ainda mais o fígado, que já está lidando com a metabolização do álcool. Quando estamos de ressaca, o pH do sangue está mais baixo e atividades intensas pioram esse quadro, podendo levar a um estado de acidose, que tem como sintoma principal a náusea.

Como se recuperar da ressaca?

Para amenizar os sintomas da ressaca, como dor de cabeça, náusea e cansaço, a hidratação é fundamental. O nutricionista Bernardo Romão de Lima recomenda que, para cada copo de álcool ingerido, seja consumido pelo menos dois copos de água. No dia seguinte à festa, é importante se hidratar com água, isotônicos ou água de coco, além de optar por refeições leves, sem muitos condimentos, para não irritar as mucosas estomacais e intestinais.

Sopas vegetais e carnes brancas são boas opções de alimentos para ajudar na recuperação do corpo, restaurando a energia e aliviando o desconforto.

Conclusão

Embora a ressaca possa ser um grande obstáculo para seguir com a rotina de treinos, a resposta para a pergunta “vale a pena ir à academia?” depende do tipo de exercício e da intensidade com que o corpo está lidando com os efeitos do álcool. Exercícios aeróbicos leves podem ser benéficos para acelerar a metabolização do álcool, enquanto atividades de alta intensidade devem ser evitadas. A melhor estratégia é ouvir o corpo, priorizando a recuperação e a hidratação antes de voltar aos treinos pesados.

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