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Meta encerra programa de ‘diversidade’ e alinha estratégia a gigantes como Walmart e Amazon

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou nesta sexta-feira (10) o fim de seu programa de diversidade, equidade e inclusão (DEI). A iniciativa abrangia práticas como contratação de profissionais, treinamentos internos e políticas de escolha de fornecedores com foco em diversidade. A decisão foi confirmada por um porta-voz da empresa e segue a tendência de outras grandes corporações, como Walmart, Ford e Amazon, que também reduziram esforços semelhantes recentemente.

A decisão da Meta ocorre em um momento de mudanças significativas no setor corporativo dos Estados Unidos, impulsionadas por decisões recentes da Suprema Corte do país. Em um memorando interno, divulgado inicialmente pela Axios, a empresa com sede em Menlo Park, Califórnia, destacou que está reformulando sua abordagem e que “se concentrará em aplicar práticas justas e consistentes para mitigar preconceitos, independentemente da origem dos candidatos ou funcionários”.

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Entre as mudanças, a Meta encerrará a prática conhecida como “abordagem diversificada” para contratações, na qual um grupo amplo e representativo de candidatos era considerado para cada vaga. A iniciativa de diversidade havia sido um dos pilares da empresa para promover inclusão em suas operações globais.

Empresas reavaliam programas de diversidade

A Meta não está sozinha na reestruturação de políticas voltadas à diversidade. A Amazon também anunciou recentemente o encerramento de iniciativas de DEI que considerou “desatualizadas”. Segundo Candi Castleberry, executiva sênior de recursos humanos da Amazon, a empresa está focando em ações com resultados concretos e buscando promover uma “cultura verdadeiramente inclusiva” em vez de manter iniciativas individuais desconectadas dos objetivos corporativos.

A Ford e o McDonald’s também seguiram caminhos semelhantes, cortando ou reformulando programas que vinham sendo aplicados ao longo dos anos.

Impactos e controvérsias

Críticos da decisão afirmam que o desmonte desses programas pode enfraquecer os avanços conquistados na inclusão e igualdade no mercado de trabalho, especialmente em setores historicamente dominados por grupos demográficos específicos. Por outro lado, as empresas argumentam que a centralização e a busca por práticas mais “consistentes e eficazes” são estratégias para alcançar objetivos inclusivos de maneira mais sustentável e menos fragmentada.

Apesar da reestruturação, a Meta afirma que continuará comprometida com a promoção de uma cultura de trabalho justa e inclusiva, mesmo sem uma equipe ou programa específico dedicado à diversidade.