A conclusão das obras na Avenida Ernesto Geisel, que enfrentam problemas de desmoronamento há décadas devido às erosões causadas pelo Rio Anhanduí, enfrenta novo impasse. O governo federal retirou do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) o financiamento de R$ 150 milhões previsto para a terceira etapa do projeto. Agora, a Prefeitura de Campo Grande terá que buscar um empréstimo para viabilizar a continuidade das intervenções.
O projeto, que inclui obras de contenção, drenagem, controle do canal do rio e revitalização urbana, depende de aprovação da Caixa Econômica Federal, do Legislativo municipal e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para que o empréstimo seja liberado. Segundo a prefeitura, as obras só poderão ser licitadas após essas etapas.
“A proposta também inclui ações de trabalho social que visem à sustentabilidade socioeconômica e ambiental do empreendimento, tais como atividades de educação ambiental e promoção da participação comunitária, conforme manual de diretrizes e recomendações do Ministério”, informou a administração municipal em nota, sem estimar um prazo para o início das obras.
Revitalização Abrangente
O projeto prevê a recuperação do trecho entre a Rua do Aquário e a Avenida Campestre, com construção de paredões de gabião, dissipadores, escadarias e melhorias no controle de águas pluviais. Além disso, inclui recapeamento da avenida, instalação de ciclovias, áreas de convivência e ações de educação ambiental e participação comunitária.
Apesar da importância estratégica da obra para a infraestrutura e segurança urbana, a exclusão do PAC gera incertezas sobre sua execução. Enquanto a prefeitura analisa alternativas, moradores da região seguem convivendo com o risco de erosões e desastres.



