AGORA
AGORA NO PORTAL

Últimas matérias

Em protesto na Assembleia Legislativa, policiais penais pedem valorização e regulamentação profissional

Policiais penais foram à Assembleia pedir apoio em tratativas com o governo - Foto: Fernanda Palheta - Campo Grande News

No Dia do Policial Penal, um grupo de servidores se reuniu na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, buscando apoio para negociações com o governo estadual sobre a regulamentação da profissão e melhores condições de trabalho. Após protestos em frente à sede da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), os policiais penais ocuparam o auditório da Assembleia para pedir o apoio de deputados na busca por um acordo que beneficie a categoria.

Entre os pontos levantados pelos servidores, está a insegurança jurídica relacionada às suas funções, como o uso de armas e a falta de regulamentação da profissão, que se assemelha às da Polícia Militar. Além disso, os policiais pedem a melhoria no plano de carreiras, que atualmente prevê a ascensão até o topo da carreira apenas após 40 anos de serviço, enquanto já poderiam se aposentar aos 30, impedindo a obtenção da melhor remuneração.

Continue após a publicidade

O presidente da Casa, Gerson Claro, designou a comissão de Segurança Pública para tratar da questão, enquanto deputados como Mochi Júnior (MDB) e Pedro Kemp (PT) manifestaram apoio às reivindicações dos policiais penais. Mochi Júnior destacou que um acordo entre a categoria e o governo está próximo de ser concluído, visando uma solução consensual.

Os policiais também mencionaram a sobrecarga de trabalho, devido ao aumento da demanda por serviços de segurança pública no estado, especialmente considerando as fronteiras com Paraguai e Bolívia, que tornam a região uma rota estratégica para o tráfico de drogas. A categoria, representada pelo Sinsap/MS (Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso do Sul), busca uma ampliação do quadro de servidores, e solicitou uma reunião com o governo para discutir alternativas para melhorar a situação.

Embora a mobilização não tenha sido classificada como greve, a categoria está limitando a realização de escalas extras, o que pode afetar a custódia e escolta de presos. A pressão por melhores condições de trabalho e valorização da profissão segue em aberto, com a expectativa de uma intervenção positiva dos parlamentares na questão.

*Com informações do Campo Grande News.