A jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, revelou informações obtidas com fontes ligadas à Polícia Federal (PF) sobre a investigação de um suposto plano de golpe de Estado envolvendo militares das Forças Armadas. Segundo Sadi, agentes envolvidos nas apurações suspeitam que o objetivo do grupo era não apenas impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas também remover Jair Bolsonaro (PL) do poder, configurando o que os investigadores chamam de “golpe no golpe”.
Detalhes da Investigação
De acordo com Sadi, documentos encontrados pela PF indicam que o plano previa a morte de figuras-chave, como o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Após essas ações, seria instaurado um “gabinete de crise” liderado pelos generais Braga Netto e Augusto Heleno, aliados próximos de Bolsonaro.
– Dentro da Polícia Federal, os investigadores suspeitam que haveria o golpe do golpe – relatou a jornalista.
Os indícios levantados pela PF apontam para um esquema complexo que misturava ações de sabotagem e controle político, com militares assumindo o comando das decisões no país.
Reação de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro comentou o caso em suas redes sociais. Em vídeo, classificou a situação como “inacreditável” e sugeriu que as pessoas tirassem suas próprias conclusões sobre as acusações.
Desdobramentos
A investigação está em andamento e inclui análise de documentos, depoimentos e materiais apreendidos durante operações da PF. O caso é mais um capítulo das apurações envolvendo possíveis articulações golpistas no período de transição de governo, após as eleições de 2022.
O avanço das investigações reacende debates sobre o papel das Forças Armadas e a responsabilidade de lideranças políticas no processo democrático brasileiro.



