O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) compartilhou em sua conta na rede social X, nesta terça-feira (19), um trecho de um vídeo de 2019 em que o youtuber Vina Guerreiro faz ameaças de morte contra ele e seus familiares. A publicação ocorre apenas um dia após a operação da Polícia Federal (PF), que investiga suposta tentativa de golpe e planos de assassinar Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
No conteúdo divulgado, Vina Guerreiro, em uma gravação de julho de 2019, afirma que Bolsonaro e seus filhos deveriam ser assassinados e convoca integrantes da esquerda a planejarem o ato.
“Não tem mais condição de aceitar um b**** como o Bolsonaro no poder. Esse cara tem que ser assassinado. Ele e a família. Os políticos da família Bolsonaro, para resumir, os quatro: os três filhos b**** e o próprio pai”, declarou o youtuber.
Ele ainda continuou com ataques:
“Você tem que morrer, Bolsonaro. Você é um câncer na sociedade. Você é um lixo. Você é um opressor de merda.”
Após a repercussão do vídeo na época, Vina Guerreiro expressou publicamente arrependimento pelas declarações e demonstrou preocupação com as consequências das ameaças.
Postagem sem comentários adicionais
Na publicação feita por Bolsonaro nesta terça-feira, o ex-presidente não adicionou comentários ou justificativas para a divulgação do vídeo antigo. A postagem foi feita no contexto das recentes investigações da Polícia Federal, que apuram a participação de Bolsonaro em atos considerados golpistas e em supostos planos contra figuras do atual governo e do STF.
Contexto das investigações
A operação da PF, realizada na segunda-feira (18), é parte de uma série de apurações sobre os eventos de 8 de janeiro de 2023 e possíveis atos de desestabilização contra a ordem democrática. A investigação inclui suspeitas de que Bolsonaro e aliados teriam planejado ações contra Lula, Alckmin e Moraes.
A publicação do vídeo gerou grande repercussão, tanto entre apoiadores quanto críticos do ex-presidente, reacendendo o debate sobre discursos de ódio, ameaças e polarização política no Brasil. Enquanto isso, Bolsonaro permanece em silêncio sobre as acusações que pesam contra ele.



