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Juíza concede liberdade a PMs acusados de matar ex-vereador em Anastácio

Após quase seis meses de prisão, os policiais militares Valdeci Alexandre da Silva Ricardo, 41, e Bruno César Malheiros dos Santos, 33, acusados de matar o ex-vereador Wander Alves Meleiro, conhecido como Dinho Vital, foram soltos. A decisão foi da juíza Kelly Gaspar Duarte, da 1ª Vara de Anastácio, que entendeu não haver mais razões para mantê-los presos, considerando o encerramento da fase de instrução criminal e a ausência de antecedentes criminais por parte dos acusados.

O caso

O incidente ocorreu em 17 de maio, durante as celebrações do aniversário de 59 anos de Anastácio. Segundo relatos, Dinho Vital teria se envolvido em uma discussão com o ex-prefeito Douglas Figueiredo em uma festa na chácara próxima à BR-262. Expulso do local após a briga, o ex-vereador retornou armado e fez ameaças.

Os PMs, que estavam na festa, relataram que, ao abordá-lo, Dinho teria reagido, o que os levou a disparar. Ambos negaram trabalhar como seguranças do ex-prefeito, alegando que participavam do evento por motivos pessoais.

A Corregedoria da Polícia Militar classificou o ato como “legítima defesa no estrito cumprimento do dever legal”.

Campanha nas ruas

A decisão judicial ocorreu após intensa mobilização de familiares e amigos dos policiais, que espalharam cartazes e outdoors pela cidade com frases como “Foi legítima defesa!!!”.

Justificativa da decisão

A magistrada destacou que, com a instrução criminal concluída, a ordem pública estava restabelecida. Além disso, ressaltou que os réus possuem endereço fixo e não apresentaram comportamento que comprometesse a aplicação da lei.

“Demais disso, a garantia da futura aplicação da pena está assegurada, em caso de condenação, uma vez que os indiciados possuem endereço certo”, afirmou a juíza na decisão.

Defesa confiante

O advogado Lucas Arguelho Rocha, representante dos PMs, celebrou a decisão e reiterou sua crença na inocência dos clientes.

“a defesa sempre confiou na isenção e imparcialidade do Poder Judiciário, resultando este alcançado com a justa liberdade de ambos”, declarou.

Próximos passos

Com a conclusão da fase de instrução, caberá agora à Justiça decidir se os policiais irão a júri popular. Enquanto isso, a liberdade provisória dos acusados poderá ser revogada caso surjam novos fatos que justifiquem a medida.