Tentando uma reconciliação, o ex-governador de São Paulo João Doria enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin, que foi o responsável por lançar Doria na política. Na correspondência, Doria, que agora se define como o “João conciliador”, admite ter cometido “exageros e equívocos” tanto com Alckmin quanto com Lula, com quem já teve embates políticos.
No texto, revelado pelo jornal O Globo no domingo (3), Doria expressa o desejo de uma aproximação e de poder admitir pessoalmente que errou. “Queria ter a chance de dizer que errei”, escreveu o ex-governador. A iniciativa, no entanto, encontrou certa resistência por parte de Lula, que, embora tenha dito “perdoar” Doria, não demonstrou grande interesse em uma reaproximação.
Desde sua saída da política em 2022, Doria tem reforçado a ideia de que não pretende retornar à vida partidária, embora continue atento a seus interesses no mundo dos negócios. “Saí em definitivo da política. Pode escrever. Não tenho raiva, não tenho mágoa e não tenho ressentimento. Mas, para a política, não volto mais”, declarou ao O Globo.
Além de reatar os laços com Alckmin, Doria também selou paz com Rodrigo Garcia, seu vice no governo de São Paulo, e Bruno Araújo, ex-presidente do PSDB, com quem teve diferenças políticas no passado.
Apesar de ainda não ter recebido uma resposta oficial de Lula, Doria afirmou estar tranquilo com sua iniciativa. “Minha alma é conciliadora. Não odeio ninguém. Se ele leu, ótimo. Minha alma está mais tranquila, espero que a dele também.”
Essa tentativa de reaproximação marca uma nova fase para Doria, que busca afastar-se da política partidária e reforçar seu papel como empresário e figura pública em busca de conciliação.



