O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista nesta sexta-feira (1º), pela revista Veja, que se vê como o candidato natural da direita para as eleições presidenciais de 2026. Bolsonaro, que perdeu seus direitos políticos após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023, sustentou que possui as maiores chances de vitória nas urnas, independentemente de sua situação jurídica.
“Falam em vários nomes. Tarcísio, Caiado, Zema… O Tarcísio é um baita gestor. Mas eu só falo depois de enterrado. Estou vivo. Com todo o respeito, chance só tenho eu, o resto não tem nome nacional. O candidato sou eu”, declarou Bolsonaro, demonstrando confiança de que sua popularidade entre os eleitores de direita permanece forte.
Em junho de 2023, o TSE decidiu pela inelegibilidade do ex-presidente por oito anos. A Corte entendeu que Bolsonaro havia cometido abuso de poder e usado indevidamente os meios de comunicação ao se reunir com embaixadores, em julho de 2022, onde questionou a segurança do sistema eleitoral brasileiro. Bolsonaro, no entanto, argumenta que o encontro com embaixadores não influenciou o pleito, definindo o processo como uma “perseguição política” e defendendo seu direito de se candidatar novamente.
Bolsonaro também discutiu suas estratégias para reverter a inelegibilidade e manter viva a possibilidade de disputar as eleições de 2026. Ele mencionou que trabalha para “massificar” a narrativa de perseguição junto à população e que ainda acredita em possibilidades judiciais e legislativas para reverter a decisão do TSE. “Depois, as alternativas são o parlamento, uma ação no STF, esperar o último momento para registrar a candidatura e o TSE que decida”, afirmou o ex-presidente, confiante de que, com o tempo, a pressão popular pode ajudar a reconsiderar sua situação.
“Não sou otimista, sou realista, mas estou preparado para qualquer coisa”, concluiu Bolsonaro.
Ao longo da entrevista, Bolsonaro manteve sua postura crítica em relação ao sistema eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral. Suas declarações reforçam o interesse em disputar novamente a Presidência e a ideia de que, no cenário atual, ele é o único nome com apelo suficiente entre a direita para vencer as eleições de 2026.



