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BNDES usará até R$ 12 bilhões do Fundo dos Trabalhadores para Saneamento

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) obteve autorização da Caixa Econômica Federal, que opera o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para atuar como agente financeiro do fundo, destinando até R$ 12 bilhões a projetos de saneamento e mobilidade urbana.

O montante será alocado em duas áreas principais: R$ 6 bilhões para obras e serviços dentro do programa Saneamento para Todos e outros R$ 6 bilhões para o financiamento de mobilidade urbana, como construção de obras e aquisição de veículos de transporte público, através do programa Pró-Transporte.

Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a importância da parceria com a Caixa. “Essa parceria marca um novo patamar na relação entre BNDES e Caixa, dois bancos públicos fundamentais para o crescimento do País com geração de emprego e renda. Juntos, vamos contribuir ainda mais para as políticas públicas de saneamento e mobilidade urbana, atuando pelo desenvolvimento sustentável do País”, afirmou Mercadante.

Expansão das Parcerias para o Desenvolvimento Sustentável

Além dos projetos financiados pelo FGTS, o BNDES e a Caixa assinaram um protocolo de intenções para avaliar novas oportunidades de investimento e cooperação em iniciativas que integram o programa Nova Indústria Brasil (NIB), o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o Plano de Transformação Ecológica (PTE). A parceria inclui crédito e estruturação de projetos, com atenção especial a regiões como a Amazônia e o Nordeste.

Carlos Vieira, presidente da Caixa, enfatizou a importância do fortalecimento dessa parceria: “A celebração deste protocolo fortalece a parceria da Caixa e do BNDES para alavancar a agenda de desenvolvimento do Brasil. A parceria reúne a expertise dos dois bancos públicos no campo da habitação popular, mobilidade urbana e saneamento, em prol da população que mais necessita.”

Outras Iniciativas e Fontes de Financiamento

Entre as ações planejadas estão o desenvolvimento de novos instrumentos de financiamento e garantias para empreendedores de diversos setores, além da estruturação de uma carteira de projetos estratégicos para o país. As instituições também planejam explorar fontes alternativas de financiamento, buscando alternativas ao FGTS e ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para a habitação popular, além de fundos como o Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicação (Fust) e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima).

Outro objetivo é ampliar o acesso ao crédito para pequenos agricultores, microempreendedores e pequenas empresas, especialmente nas regiões Amazônica e Nordeste, reforçando o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico, com vistas à realização da COP 30, em Belém (PA).