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Polícia Federal apreende cofre gigante e documentos em operação contra corrupção no TJMS

Imagens: Correio do Estado
Na manhã desta quinta-feira (24), a Polícia Federal deflagrou a “Operação Ultima Ratio”, com o objetivo de investigar supostos crimes de corrupção, venda de decisões judiciais, lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul.
A operação resultou no afastamento de cinco desembargadores, um juiz de primeira instância, um procurador do Ministério Público Estadual (MPE) e um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conforme determinação do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Ao todo, foram expedidos 44 mandados de busca e apreensão pelo STJ, que estão sendo cumpridos em Campo Grande (MS), Brasília (DF), São Paulo (SP) e Cuiabá (MT). Entre os alvos da operação estão advogados, empresários e um juiz, além dos desembargadores afastados. Os nomes dos investigados ainda não foram oficialmente divulgados.

A operação é um desdobramento da Mineração de Ouro, realizada em 2021, que já havia apreendido materiais com indícios de práticas criminosas semelhantes. A ação desta quinta-feira também contou com o apoio da Receita Federal.

O STJ determinou o afastamento dos servidores investigados e impôs restrições adicionais, como a proibição de acesso a órgãos públicos e de contato com outros investigados. Equipamentos de monitoramento eletrônico foram ordenados para alguns dos envolvidos.

Os desembargadores afastados são Alexandre Bastos de Figueiredo, Sideni Soncini Pimentel, Marcos José de Brito Rodrigues, Sérgio Fernandes Martins e Vladimir Abreu da Silva. Entre os alvos também estão o desembargador aposentado Divoncir Schreiner Maran e o conselheiro do TCE/MS, Osmar Domingues Jeronymo.

O Correio do Estado acompanhou de perto a operação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), onde agentes da PF inspecionaram os gabinetes dos desembargadores e mesas de assessores. Durante a ação, um cofre foi retirado do prédio, tão pesado que precisou ser transportado com a ajuda de uma cadeira de escritório, e exigiu três agentes para colocá-lo na viatura. Em outro momento, foi vista uma grande bolsa sendo carregada por dois policiais, aparentando conter materiais importantes.