A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou nesta terça-feira (22) que continuará à frente da pasta, mesmo após as graves acusações de assédio moral e racismo que surgiram contra ela e sua secretária-executiva, Maria Helena Guarezi. A ministra ressaltou que qualquer decisão sobre seu afastamento será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As denúncias foram reveladas pelo site Alma Preta, que ouviu dezessete funcionárias e ex-funcionárias do Ministério das Mulheres. Elas relataram um ambiente de trabalho tóxico, com casos recorrentes de assédio moral. As acusações incluem também episódios de racismo envolvendo Guarezi, enquanto Cida Gonçalves foi acusada de omissão diante das situações relatadas.
Demissão e Ameaças
Entre os relatos mais contundentes está o caso da secretária Carmen Foro, que ocupava a Secretaria de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política, e foi exonerada em agosto. Segundo as denúncias, após o desligamento de Carmen, a ministra teria ameaçado as demais funcionárias ligadas à ex-secretária. Em um áudio obtido pelo Alma Preta, Cida Gonçalves teria dito que “quem é dela e veio com ela, tinha que ir“.
Além disso, uma das denúncias afirma que Cida demitiu uma secretária para priorizar a campanha eleitoral, colocando interesses políticos acima das atribuições da pasta.
Acusações de Racismo
Maria Helena Guarezi, secretária-executiva do Ministério, foi acusada de racismo em um incidente envolvendo Carmen Foro. Em uma das situações relatadas, Guarezi teria feito um comentário depreciativo sobre o cabelo crespo de Foro, pedindo que ela se sentasse por estar “atrapalhando a visão“.
Apesar da gravidade das acusações, a ministra Cida Gonçalves se manteve confiante, alegando que a questão será resolvida internamente e que cabe ao presidente Lula tomar qualquer decisão sobre seu futuro na pasta. As investigações sobre as denúncias devem continuar, gerando expectativas sobre possíveis desdobramentos.



