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Israel intensifica ofensiva contra o Hezbollah e aumenta tensão no Líbano

Foto: Hassan Ammar/AP - Reprodução

Israel lançou novos ataques contra alvos no Líbano neste domingo, intensificando sua pressão sobre o Hezbollah após a morte de Sayyed Hassan Nasrallah, líder do grupo apoiado pelo Irã, e de outros importantes comandantes. A crescente ofensiva militar visa enfraquecer o grupo, que tem sido uma força dominante na região, e respondeu com uma nova onda de ataques de foguetes contra Israel.

Nasrallah, morto em um grande ataque aéreo em Beirute na última sexta-feira, comandou o Hezbollah por 32 anos, transformando-o em uma das principais forças no Líbano e consolidando sua aliança com o Irã. Sua morte gerou promessas de vingança por parte do governo iraniano, aumentando o temor de que o conflito entre Israel e o Hezbollah possa escalar, atraindo outros atores internacionais, como os Estados Unidos, que reforçaram sua presença militar na região.

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O ministro da Defesa de Israel agora discute a ampliação da ofensiva, enquanto o Hezbollah lamenta a perda de seus líderes. Ataques aéreos israelenses têm atingido alvos estratégicos, incluindo lançadores de foguetes e depósitos de armas, causando perdas significativas ao Hezbollah. O governo israelense também afirmou que eliminou Nabil Kaouk, um dos principais comandantes do grupo, o que foi confirmado pelo Hezbollah.

A situação no Líbano se deteriora rapidamente, com mais de 1.000 mortos e 6.000 feridos nas últimas duas semanas, de acordo com o Ministério da Saúde do Líbano. Grande parte da população civil tem sofrido com os bombardeios, com aproximadamente um milhão de pessoas deslocadas de suas casas.

Enquanto isso, Beirute continua a ser sacudida por explosões, com drones israelenses sobrevoando a capital e suas redondezas. A morte de Nasrallah marcou o fim de uma fase traumática para o Hezbollah, que começou com a destruição de milhares de dispositivos de comunicação usados pelo grupo em ações atribuídas a Israel.

O cenário é de incerteza, com o risco de uma escalada que pode envolver diretamente potências internacionais e intensificar ainda mais o conflito no Oriente Médio. O impacto humanitário cresce, e a comunidade internacional clama por uma solução diplomática que evite um desdobramento ainda mais devastador.