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EUA, OEA e UE contestam decisão do ‘Supremo Tribunal de Federal’ da Venezuela que deu vitória a Maduro

Mesmo após o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) validar a reeleição de Nicolás Maduro, a rejeição da comunidade internacional permanece firme. Estados Unidos, Organização dos Estados Americanos (OEA) e União Europeia (UE) exigem maior transparência nos dados da votação e questionam a legitimidade do processo.

O Departamento de Estado dos EUA, por meio do porta-voz Vedant Patel, reiterou que o verdadeiro vencedor das eleições foi o candidato da oposição, Edmundo González. Patel declarou que as contagens de votos verificadas independentemente mostram que os eleitores venezuelanos escolheram González como o próximo líder do país. Além disso, os EUA, junto a vários países latino-americanos, divulgaram um comunicado conjunto condenando a polêmica reeleição de Maduro.

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A OEA também criticou o Tribunal Superior de Justiça Venezuelano (TSJ) por validar as atas apresentadas pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), alegando que a proclamação de Maduro foi precipitada e baseada em um boletim parcial com números que apresentam impossibilidades matemáticas. A organização insistiu que o CNE deve publicar os resultados desagregados, o que até agora não foi feito.

A União Europeia, por sua vez, afirmou que só reconhecerá uma possível vitória de Maduro caso uma verificação imparcial dos dados eleitorais seja realizada. Josep Borell, chefe da diplomacia da UE, enfatizou que o reconhecimento só ocorrerá quando houver transparência e verificabilidade no processo eleitoral.

Um dos principais pontos de pressão sobre o regime de Maduro é a não divulgação das atas eleitorais, mesmo após 27 dias das eleições. O governo inicialmente culpou um suposto ataque hacker pelo atraso na publicação dos dados, chegando até a acusar Elon Musk de estar envolvido. No entanto, o CNE enviou os registros ao TSJ, que investigou e confirmou a vitória de Maduro. Apesar disso, a presidente do tribunal, Caryslia Rodriguez, anunciou que as atas não serão divulgadas, sem fornecer maiores explicações.