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Justiça mantém liberdade de Cezário e solta outros seis investigados por corrupção na FFMS

Foto: Reprodução

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) decidiu, nesta quinta-feira (27), pela manutenção da liberdade do presidente afastado da (Federação de Futebol de MS), Francisco Cezário de Oliveira. A análise sobre o HC (Habeas Corpus) acabou libertando os outros seis presos por suspeita de corrupção. 

Receberam liberdade e usarão tornozeleira eletrônica: Valdir Alves Pereira, Aparecido Alves Pereira, Rudson Bogarin Barbosa, Umberto Alves de Oliveira, Francisco Carlos Pereira e Marcelo Mitsuo Ezoe Pereira. O grupo teria desviado R$ 10 milhões do futebol no Estado.

Cezário foi preso em 21 de maio, no âmbito da Operação Cartão Vermelho, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A investigação pretendeu também seu sobrinho e outros integrantes da FFMS. 

No dia 21 de junho, cerca de um mês depois, Cezário conseguiu se livrar da prisão , após sofrer princípio de infarto. O restante dos presos continuaram detidos. No entanto, após julgamento do HC, todos os presos na ação devem ser soltos.

O que diz a defesa:

Cezário responde ao processo judicial direto da casa dele, já os outros seis estavam em presídio. Os sete são réus em processo sobre corrupção no futebol de MS. “Nos próximos dias, vencerá o prazo de 10 dias para todos eles se defenderem. Então agora o processo começa, mas todos eles estão em liberdade”, comentou o advogado de defesa.

Então, Cezário e os outros seis implicados deverão apresentar defesa. “Tribunal fez a necessária justiça, todos agora irão se dedicar às respectivas defesas, mas em liberdade — bem maior garantido pela Constituição”, pontuou Borges.

Investigação revelou como grupo de Cezário desviou mais de R$ 10 milhões

O presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Francisco Cezário de Oliveira, de 77 anos, foi preso no âmbito da Operação Cartão Vermelho, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Cezário teria participado de esquema de corrupção que desviou R$ 10 milhões da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul. Ele ficou 28 anos como presidente da instituição.

Foram alvos da operação, Francisco Carlos Pereira, Valdir Alves Pereira e Umberto Alves Pereira, sobrinhos de Cezário. Marcelo, filho de Umberto, respondia pelo setor financeiro da FFMS e teria sido preso também. Outros ainda não identificados também foram alvos.

Segundo o Ministério Público, foi identificado uma organização criminosa,  “cujo principal objetivo era desviar valores, sejam provenientes do Estado de Mato Grosso do Sul (via convênio, subvenção ou termo de fomento) ou mesmo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em benefício próprio e de terceiros”.

“Somente nos últimos anos foram distribuídos mais de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) em dinheiro vivo, oriundos de saques de pequeno valor, cuja prática é conhecida como ‘smurfing’”, diz a denúncia

O grupo de Cezário utilizava práticas comuns em organizações criminosas para ocultar origem ilícita de dinheiro: smurfing e layering. Para fugir do radar dos órgãos fiscalizadores, o grupo realizava saques de “frente de caixa” de valores menores de R$ 5 mil das contas bancárias da Federação.

Diante dos indícios de corrupção, a justiça determinou a prisão de 7 dos envolvidos e mais 14 de busca e apreensão em Campo Grande e Dourados. Os valores desviados seriam de mais de R$ 10 milhões.

Relatório da Receita Federal detectou que entre os anos de 2019 e 2022, Aparecido Alves Pereira, o Cido – que é ex-funcionário da FFMS e fazia parte do esquema –, movimentou cerca de R$ 1,1 milhão.

“Havendo, portanto, fortes indicativos de que a sua conta é usada apenas para passagem de valores, dissimulando assim o real destino do dinheiro desviado, em prática configuradora de lavagem de capitais”, conclui a investigação.

Assim, o Gaeco concluiu que a conta bancária de Aparecido era usada para receber os valores que, depois, seriam partilhados com o restante do grupo.

Com informações do Midiamax.