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92% dos deputados do PT votaram para aumentar a conta de luz, aponta Metrópoles

O Congresso Nacional derrubou, na terça-feira (17/6), parte do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Marco Regulatório de Energia Offshore. A decisão abre caminho para o aumento da conta de luz nos próximos anos, com impacto estimado de R$ 525 bilhões até 2040.

A base governista foi determinante para a derrubada do veto. Dos 68 deputados do PT, 63 votaram a favor – o que representa 92,6% da bancada. No Senado, 77,7% dos petistas também apoiaram a medida.

Como votaram os parlamentares:

  • Senadores: 48 votaram pela derrubada e 12 pela manutenção do veto.

  • Deputados: 347 votaram pela derrubada e 56 pela manutenção.

Segundo o senador Humberto Costa (PT-CE), a decisão foi parte de um acordo para incentivar a energia limpa no país. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também afirmou que a articulação foi estratégica e que o governo vai editar uma medida provisória para impedir aumento na conta de luz.

O que estava no veto

O veto de Lula barrava dispositivos inseridos no texto que especialistas chamam de “jabutis” – trechos sem relação com o tema principal. Eles beneficiavam empresas com prorrogação de contratos e novos subsídios, o que deve encarecer a energia.

A Abrace (Associação dos Grandes Consumidores de Energia) calcula que os itens derrubados podem custar R$ 197 bilhões até 2050, cerca de R$ 7,5 bilhões por ano.

Entre os benefícios restabelecidos estão:

  • Prorrogação por até 20 anos de contratos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e eólicas.

  • Novas outorgas com contratos reajustados.

  • Descontos tarifários para empresas que aceitarem a prorrogação.

Apesar da promessa de medidas para conter o impacto, o risco de aumento na conta de luz permanece.